O TRAÍRA E O TESOURA: Moro queria indicar um amiguinho de Alexandre de Moraes o "Censor"


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Caso o nome indicado não fosse Rosseti, Moro “não aceitaria mais ouvir falar em troca de superintendentes ou de diretor-geral” da PF.

O ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, afirmou que chegou a sugerir, por telefone, ao então ministro Sérgio Moro uma “solução intermediária” para o comando da Polícia Federal (PF).

O depoimento de Ramos, nesta terça-feira (12), à PF foi colhido no âmbito do inquérito que apura uma suposta interferência do presidente da República, Jair Bolsonaro, na corporação.

A oitiva do ministro ocorreu no Palácio do Planalto. De acordo com o trecho do depoimento sobre esta questão:

“Que na tarde do dia 23 de abril, o depoente, por iniciativa própria e sem conhecimento do presidente Jair Bolsonaro, decidiu fazer uma ligação para o ex-ministro Sérgio Moro com o objetivo de buscar uma solução para o impasse sobre a troca do diretor-geral. Que o depoente perguntou ao ex-ministro Sérgio Moro se ele aceitaria uma solução intermediária em que fosse apresentada uma lista com outros nomes para que o depoente pudesse levar ao presidente da República para apreciação.”

De acordo com Ramos, Moro respondeu que indicaria “apenas o nome do delegado da Polícia Federal Disney Rosseti”.

O general disse à PF que, além disso, Moro “não aceitaria mais ouvir falar em troca de superintendentes ou de diretor-geral”.

O delegado Disney Rossetti era o nome preferido do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que comanda um controverso inquérito sobre fake news e ataques virtuais contra membros da Corte.

Informação RENOVA
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