FOLHA CORRIDA: Alexandre de Moraes, do STF, tem currículo fraudulento e carreira polêmica na advocacia



Atual ministro, indicado por Michel Temer, foi filiado ao PSDB até 2017 e se tornou alvo de grupos conservadores, que criticam a sua atuação política no Supremo, como no recente episódio de interferência na nomeação para Diretor-Geral da Polícia Federal. O que muitos não sabem, no entanto, é que o perfil de Alexandre de Moraes carrega controvérsias significativas, que tornaram previsível o comportamento que vem sendo adotado.

O integrante da Suprema Corte sempre manteve-se ativo ao lado dos tucanos, e logo no início da sua vida política, quando assumiu a Secretaria Estadual de Justiça no governo estadual de Geraldo Alckmin em São Paulo, ele gerou um expressivo prejuízo de R$ 30 milhões, enquanto presidente da antiga Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem). Uma gestão completamente inepta e suspeita.

Alexandre de Moraes, não bastasse ter sido o defensor do ex-deputado federal Eduardo Cunha em 2014, integrava o escritório responsável por advogar em mais de 123 processos favoráveis à cooperativa Transcooper, empresa investigada por lavar dinheiro oriundo do PCC (Primeiro Comando da Capital), grupo narcoterrorista que já comandou incontáveis sequestros e assassinatos.

O ministro também é acusado de ter burlado o seu currículo Lattes, visto que a possibilidade de angariar tamanha quantidade de certificados, em um reduzido lapso temporal, é muito incomum. Além de não ter realizado a dissertação do mestrado, o ex-secretário do PSDB obteve o doutorado, pós-doutorado e o título de livre-docente em um período de 4 anos. Em regra, os três reunidos ensejariam um empenho de, no mínimo, 8 anos para serem alcançados, de acordo com a média geral.

Para completar, Moraes possui denúncias de plágio. Uma de suas obras, chamada “Direitos Humanos Fundamentais”, possui cópias expressas do livro “Derechos Fundamentales e Principios Constitucionales”, do jurista espanhol Francisco Rubio Llorente. A referida demonstração foi realizada por Fernando Jayme, através do site Jornalistas Livres.

A sua vida pregressa, portanto, mostra que é um sujeito extremamente desqualificado para ocupar um cargo na Suprema Corte. Infelizmente, o ex-presidente Michel Temer, tendo oportunidade de indicar um ministro mais preparado, optou por um nome que em nada difere dos demais. Espera-se que Bolsonaro tenha uma atitude diferente em suas futuras indicações. Há nomes conservadores de sobra no meio jurídico.


mundoconservador.com.br

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