OBESIDADE: Aos 9 anos garoto com 128 kg mobiliza cidade do Sertão de Pernambuco

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Cansaço extremo, falta de ar e dor nas pernas. No trajeto de pouco mais de trinta metros que separam sua casa da escola em que estuda, Davi Ryan Querino, de nove anos, precisa superar os rígidos limites de seu corpo para não interromper os estudos. O garoto, residente da zona rural do município do Exu, no sertão do Araripe pernambucano, percorre a pequena distância de bicicleta, parando, ofegante, diversas vezes no caminho. Com 128 kg, ele sofre de obesidade, diabetes e transtorno de ansiedade, contando com a solidariedade de conterrâneos, que aos poucos se articulam em campanha, para viabilizar seu tratamento médico.

“Essa noite não dormi, porque fiquei o tempo inteiro segurando David. Ele não consegue mais dormir deitado, por causa da dificuldade para respirar. Vocês não imaginam o sofrimento que passo com essa criança. Estou tomando remédio controlado para dormir, devido às preocupações que tenho”, conta a mãe de David, Francisca Maria Querino. Dona de casa, ela mora com o garoto e seus dois irmãos, contando apenas com a renda do bolsa família e uma ajuda financeira dada pelo pai das crianças. A falta de dinheiro torna ainda mais difícil o estabelecimento de uma rotina alimentar adequada à condição de David. “É complicado demais o controle da alimentação, esse menino chora me pedindo comida, como posso negar? Ainda tem a questão dos remédios. Se fosse comprar tudo que a nutricionista pediu, gastaria perto de mil reais, mas o benefício só me passa R$ 350”, lamenta Francisca.

A situação chegou ao conhecimento de um grupo de comunicadores da cidade, que resolveu gravar um vídeo apresentando a situação do garoto. Através das imagens, é possível observar que o sobrepeso já compromete uma das pernas de Ryan, dificultando ainda mais sua mobilidade. “Quero que vocês me ajudem a emagrecer”, pede o garoto.

Diante do material, alguns profissionais de saúde da cidade de Juazeiro do Norte (CE), a cerca de 83km do Exu, cedeu algumas consultas gratuitas para Ryan. “Um endocrinologista, um psicólogo e um nutricionista vão receber a gente. As pessoas me perguntam como podem ajudar, mas não recebo dinheiro vivo. Vou abrir uma conta com o nome dele para correr atrás de um tratamento mais profundo para ele”, confessa Francisca. Quem tiver interesse em contribuir com Ryan e sua família pode obter mais informações através do telefone (87) 99638-7283.

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