OPERAÇÃO ENEAGRAMA: PF descobre fraude que soma mais de R$ 1 milhão no INCRA

Agentes cumprem mais de 20 mandados de busca e apreensão — Foto: PF/DivulgaçãoA Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (11) uma operação para combater fraudes no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em três estados e no Distrito Federal. Segundo aponta a Operação Eneagrama, um grupo criminoso formado dentro do Incra fraudava as prestações de contas envolvendo treinamentos do órgão em Rondônia.

Ao todo, são cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades de Brasília (DF), Porto Velho, Ouro Preto do Oeste (RO), Salvador (BA) e Curitiba (PR). Todos os mandados são da 3ª Vara da Justiça Federal em Porto Velho.

Segundo a PF, o prejuízo apurado aos cofres públicos ultrapassa R$ 1 milhão.



Agente da PF cumpre mandado de busca em Rondônia — Foto: PF/Divulgação

Como as prestações de contas eram fraudadas?


Os agentes descobriram, através da Eneagrama, que servidores públicos do Incra direcionavam a contratação irregular de uma empresa específica para realizar eventos, cuja documentação utilizada para prestação de contas continha fortes indícios de fraude, além de não refletir a realidade dos serviços prestados.

Segundo a PF, em três treinamentos de capacitação investigados o Incra pagou R$ 1.109.069,86, cujo prejuízo preliminarmente apurado foi de R$ 1.022.675,62. Por causa da fraude, a polícia estima que mais de 900 pessoas deixaram de ser capacitadas.

O nome da Operação Eneagrama se refere uma figura geométrica de nove pontas que funciona como símbolo processual. Segundo a PF, a ideia é que o fim é sempre o início de um novo ciclo.



Sede do Incra em Rondônia é alvo de operação da PF — Foto: Diêgo Holanda/G1
Operação Ímpios


Além da operação Eneagrama, a PF realiza nesta quarta-feira a Operação Ímpios, que investiga o pagamento de propina a servidores do Incra em Alta Floresta do Oeste (RO). O pagamento da propina é feito por proprietários rurais da região.

Durante as investigações foi identificado mais de meio milhão de reais em propina. Em troca, os agentes submetiam as conclusões de seus trabalhos aos interesses de grandes fazendeiros daquela região.

Segundo investigação da PF, a propina era paga mediante diversos expedientes, mas sempre por intermédio de empresa de contabilidade da qual os empresários rurais eram clientes.

Na operação Ímpios foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca a apreensão nos endereços dos investigados, empresas e órgãos públicos.

     

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