DE VOLTA DA ESCOLA: Ônibus escolar capota 12 estudantes e o motoristas ficaram feridos; veja vídeo do resgate


Michael Melo/Metrópoles
Um ônibus escolar com 24 crianças e adolescentes, com idade entre quatro e 15 anos, capotou nesta quinta-feira (29/08/2019) na área rural de São Sebastião. O Corpo de Bombeiros está no local. Segundo a corporação, 12 estudantes e o motorista do coletivo ficaram feridos e foram encaminhados aos hospitais regionais do Paranoá e Sobradinho em ambulâncias.

Uma aluna foi transportada no helicóptero dos bombeiros ao Hospital de Base do DF (HBDF). Ainda não há detalhes do que houve nem do estado de saúde dos estudantes e do motorista. Uma monitora escolar também estava no coletivo.

A aluna Rayza Isabela Leite, 14 anos, viveu momentos pânico junto com os colegas. Segunda a adolescente, o ônibus seguia sozinho na pista de terra batida. “O motorista estava indo na direção da Igreja Divina. Ia deixar a menina pequena, a Maria Clara. E indo nesta curva, estava um pouco correndo. Tinha muito cascalho na pista. E capotou”, contou ao Metrópoles.

“Ele perdeu o controle. Gritou: Tá solto'”, relembrou. “Na hora, foi aquele desespero. Todo mundo gritando. Inclusive, a Geovana, que foi (resgatada de helicóptero), ela ficou chorando mais as amigas dela. E eu fiquei um pouco apavorada e preocupada com todo mundo”, disse.

Pais e familiares foram acionados para buscar os alunos que não ficaram feridos. Eles moram no Rancho Aguilhada. O ônibus transportava estudantes do colégio Nova Betânia, da rede pública do DF, que retornavam para casa após a aula.

No começo deste semestre, o ônibus, de 2011, passou por vistoria rigorosa, segundo o chefe da Unidade de Infraestrutura e Apoio Educacional da Secretaria de Educação, Carlos Teixeira. De acordo com a pasta, o veículo está com a documentação em dia e o motorista, Ildênio Pereira de Queiroz, tem histórico positivo e experiência. O condutor sentiu dores na costela e também foi encaminhado ao Hospital de Base. A empresa Pollo Turismo oferece 62 ônibus nos horários matutino e vespertino, em 124 percursos.

“Essa pista é brava. Se o carro solta é difícil. Eu tenho 30 anos de secretária. Há muitos anos estou na área de infraestrutura, quantas vezes não pedimos o asfaltamento? E nada”, disse Carlos Antônio da Silva Teixeira. Segundo técnicos da Educação, o grande problema da região do Núcleo Rural Aguilhada é a pavimentação das pistas de terra batida.

Os bombeiros atuaram na ocorrência com 11 viaturas, três motos-resgate, uma aeronave e 43 militares.
Outro grave acidente
Veja vídeos do resgate:

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