PERSEGUIÇÃO: Enquanto não sai do papel o camelódromo a ordem do Cana Brava é perseguir camelôs

Porto Velho, RO  - Vendedores ambulantes que trabalham há mais de seis anos no entorno da entrada do Hospital de Base Ary Pinheiro, localizado no bairro Industrial, em Porto Velho, estão assustados com a ameaça de fiscais da Prefeitura de confiscar todos os pertences deles em cumprimento do Código de Postura do Município.

Reza a determinação municipal que é proibida a permanência de vendedores ambulantes no entorno de igrejas, hospitais, entre outros espaços públicos, inclusive de caráter privado.

Nessa região está localizado um conjunto de unidades públicas de saúde do Governo Estadual, que atende milhares de pessoas diariamente. As barracas de lanche prestam um serviço de alimentação para quem passa o dia inteiro no local, entre pacientes, acompanhantes e populares.

De acordo com o ambulante José Maria, que está há aproximadamente sete anos sobrevivendo da venda de lanches em frente ao Hospital de Base, fiscais da prefeitura deram um prazo de sete dias para que todos os comerciantes saiam da área.

“Nós estamos lutando para sobreviver, trabalho aqui há quase sete anos, temos lutado muito, porém esse prefeito é que o mais tem perseguido a gente. Ai eu pergunto, vou viver do que?”, indagou José Maria.

Os trabalhadores pedem que a prefeitura organize o serviço na área, mas não retire o único meio de vida de pais e mães de família. Uma barraquinha de alimentos consegue gerar renda para aproximadamente cinco pessoas.

rondoniaovivo

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