BATE PAU: Assessor de vereador agride diretora de escola. vídeo

A diretora de uma escola de Goiânia foi violentamente agredida pelo assessor de um vereador da capital goiana, após protestar contra a colocação de uma faixa elogiosa ao político em frente ao centro de ensino. Um vídeo que circula na internet e provocou revolta nas redes sociais mostra Keilly Mágila Gonçalvez caída no chão, com ferimentos no rosto e na boca, após a agressão (assista abaixo).

O crime aconteceu depois de o assessor do vereador Paulo Magalhães (PSD) começar a instalar em frente ao Centro Municipal de Educação (Cmei), localizado no Residencial Buena Vista, uma faixa na qual se lia: "Obrigado prefeito Iris e vereador Paulo Magalhães pelas obras de construção das praças". Keilly, então, saiu da escola e reclamou da colocação da faixa. Após uma discussão, o homem a agrediu, fazendo-a cair no chão atordoada.

Em nota, o vereador Paulo Magalhães afirmou que "lamentou profundamente" o ato de violência e que, imediamente após saber do caso, solicitou a exoneração do servidor. Ele acrescentou esperar que "a justiça seja feita" e "não compactuar com qualquer ato de violência, sobretudo, contra as mulheres". O nome do agressor não foi divulgado.

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Sobre a colocação da faixa, a assessoria do político informou que um líder comunitário produziu a peça e pediu ajuda para fixá-la. Paulo Magalhães, então, teria solicitado que um de seus servidores fosse ao local e pedisse autorização de um morador com residência em frente ao Cmei para colocar a faixa.

Vídeo 

No vídeo que mostra a diretora já caída no chão, é possível ver que o autor da filmagem segue o agressor e o chama de covarde. Logo após, outras pessoas também se aproximam do local e exigem explicações. O homem apenas retira a faixa e vai embora de carro. "Eu estava trabalhando", diz. "Você trabalha de bater em mulher?", rebate a moradora.
 
  
A Secretaria Municipal de Educação e Esporte (SME) informou, também por meio de nota, que lamenta o ocorrido e "repudia, veementemente, qualquer tipo de agressão, seja física ou psíquica". "A SME aponta que o caso deve ser devidamente investigado pelas autoridades policiais e frisa acompanhar a apuração dos fatos", conclui o texto.


O Correio procurou a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, mas até a última atualização desta matéria não obteve resposta.

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