Vereador pede e prefeito constrói passarela em rua sem saída

  Uma passarela que liga a Rua Francisco Derosso até um centro poliesportivo, no bairro Xaxim, em Curitiba, foi construída em uma rua sem saída. A prefeitura informou que a obra, que custou quase R$ 800 mil, foi um pedido do ex-vereador João Cláudio Derroso atendido pelo ex-prefeito Luciano Ducci. O centro poliesportivo, que tem um ginásio coberto, foi inaugurado no fim de 2012 e será utilizado pela comunidade, porém, ele ainda não começou a funcionar.
O atual presidente do Ippuc, Sérgio Pires, explicou que existem critérios para colocar qualquer passarela na cidade. “A gente tem que falar em números de pessoas que vão atravessar [a passarela], questões ligadas à segurança e qual tipo de tráfego vai existir”, disse. Ele também afirmou que não há nenhum critério técnico que justifique a obra. “Foi colocado o carro diante dos bois. Pode ser que passarela não fosse necessária em um futuro próximo”, finalizou.
Em nota, a assessoria de imprensa de Ducci disse que existe um desnível de quase quatro metros entre o terreno da escola e o ginásio de esportes. De acordo com a nota, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) fez um estudo detalhado e optou pela passarela para resolver o problema de forma definitiva, já que existe previsão de abertura de uma rua sob a passarela, que atende de forma segura os alunos e a população da região. Ainda conforme a nota da assessoria de imprensa do ex-prefeito, se uma rampa de cimento tivesse sido construída, precisaria ser demolida com a abertura da rua.
O ex-vereador João Cláudio Derosso disse ao G1 que existe o projeto da construção de uma rua paralela à Rua Francisco Derosso, que vai da Rua Waldemar Loureiro Campos até a Linha Verde. “Foi discutido na época em que a secretária de educação municipal era a Eleonora Fruet [irmã do atual prefeito Gustavo Fruet]. A ideia da passarela era para que as crianças da escola não atravessem a rápida [que ainda não foi construída]. Espero que o Gustavo [Fruet] termine o projeto e, assim, evite que as pessoas cruzem e sejam atropeladas”.

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