Operação Pau Oco prende seis servidores e afasta dez da Sedam por fraudes

Porto Velho, RO  - Seis servidores públicos foram presos e 10 afastados de suas funções por fraude em documentos para autorização de extração de madeiras em Rondônia. Dos presos, dois foram flagranteados nesta segunda-feira (5) durante o cumprimento de mandados judiciais da Operação Pau Oco, da Polícia Civil. Todos os funcionários são da Secretaria de Desenvolvimento Ambiental (Sedam). Os prejuízos e os locais da extração da madeira não foram divulgados pela Polícia.

No total, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária, 15 mandados de busca e apreensão, 10 afastamentos da função pública, duas prisões em flagrante e outras medidas cautelares. Todas as prisões aconteceram em Porto Velho e duas pessoas devem se apresentar a polícia ainda hoje. Os servidores envolvidos no esquema de fraude de documentação tinham cargos de confiança na Sedam.

De acordo com os delegados da Delegacia de Repressão às Ações Criminosa Organizadas de Cacoal (Draco), Júlio César de Souza, e Roberto dos Santos, durante as diligências foram apreendidos mais de R$ 100 mil na casa de um funcionário público e mais R$ 13 mil na casa de outro servidor. Durante a operação, foram apreendidos vários documentos importantes no prédio do CPA e na Sedam localizada na Estrada do Santo Antônio, alvo de busca e apreensão, para as investigações da polícia. 


Ainda de acordo com os delegados, as madeiras saiam de vários pontos do estado de forma ilegal. O esquema feito pelos investigados impedia que fosse realizada a fiscalização da área a ser derrubada. “Não existia toda a análise necessária de verificação in loco, quando necessário, e outros procedimentos que não eram feitos por esses servidores, justamente para ajudar terceiros”, esclareceu o delegado Roberto dos Santos, durante coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira.

O delegado Júlio Cesar informou que esta primeira fase da operação desrespeita a legalidade na concessão de licenças ambientais. “Nós ainda não mapeamos de onde saiu à madeira até o momento, mas vamos continuar as investigações para saber a origem. Sabemos que existem empresas fantasmas envolvidas”, disse.

Os delegados informaram ainda que os próximos passos serão a ampliação de investigados, análise dos documentos apreendidos e verificação da procedência do dinheiro apreendido.

Pessoas físicas e jurídicas, eventualmente agentes públicos e políticos, podem ter sido beneficiados por essas fraudes praticadas pela organização criminosa, segundo informou a polícia.

O secretário adjunto da Sesdec, Samir Fouad, disse que o governo está colaborando com a investigação e que fará o que for necessário para o fim de fraude.
Fonte: Rondoniagora

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