Mulher imita pastor Valdemiro Santiago e vende canetas ungidas para abençoar alunos do Enem

Parece brincadeira mas não. O que parecia ser prática de alguns lideres religiosos, inclusive do pastor Valdemiro Santiago, já passou a ser imitado por fiéis. Pois boa parte dos alunos que participaram da segunda etapa do Enem da cidade de Manaus se deparam com vendedores de canetas “ungidas”. Elas estavam sendo vendidas nas portas das escolas.

Tem vídeos onde Valdemiro Santiago aparece ungindo canetas para ser entregue a fiéis mediante oferta. Muitas vezes o valor de cada peça, chega a custar valores exorbitantes. Mas este é um pouco diferente, pois a fiel mesma atribui o poder nas canetas “ungidas”.

Também todo trabalho de vender as canetas “ungidas” é da manauense, que junto com seus colegas há 8 anos abençoa os alunos. Ela lhes oferece o artefato imprescindível para a prova do Enem com um toque a mais de benção.

Marina Soares, tem 56 anos e chamou atenção de uma rede de televisão que a entrevistou. Ela contou que anualmente na época da prova consagra as canetas e as vende para fazer um dinheiro extra e também abençoar os alunos. Esse é um ministério diferente!

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“A caneta ungida”…disse a ambulante, “é para abençoar os candidatos nessa prova. Eu sou uma serva ungida, então trago as canetas ungidas no nome do Senhor. O poder é Jesus. A caneta está ungida, mas o candidato precisar crer e ter fé”,ressaltou a vendedora. As canetas custam em média de R$2 a 3 e são das marcas mais comuns , conhecidas entre os estudantes.

O Enem tornou-se a mais importante prova de admissão para as faculdades tanto públicas quanto privadas. Pois sua nota é base para admissão nas universidades e para obter financiamento dos cursos, nas linhas de créditos oferecidas pelo Governo Federal , como o Fies e o Prouni.

A primeira etapa da prova realizada no início do mês gerou grande polêmica por conter questões que tratava do dialeto LGBT. O fato colocou em polvorosa a comunidade mais conservadora do país.

A prova recebeu um enxurrada de comentários e protestos sobre as polêmicas questões. O pastor Silas Malafaia gravou um vídeo protestando a abordagem do assunto na prova. O recém eleito Presidente Jair Bolsonaro chegou a declarar que o Enem “não avalia nada”. A direção do MEC que é quem organiza a prova admitiu haver excessos na prova.

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