Energisa 'absorve' 942 funcionários da Ceron mas não fala sobre demissões

Porto Velho, RO  - Dez dias depois de assumir a distribuição de energia da Eletrobras Rondônia, o grupo Energisa informou que "absorveu" os mais de 900 funcionários da extinta Ceron. Segundo o novo diretor-presidente do grupo Energisa, André Theobald, mesmo com esta 'absorvição' a empresa não tem detalhamento sobre demissões dos trabalhadores da Eletrobras.

“Não temos nenhum detalhamento sobre demissão. Apenas contamos com os 942 colaboradores da Ceron nesse momento para que o consumidor não sinta mudança nas operações de serviço”, afirma André.

A empresa assumiu a Eletrobras Rondônia no fim de outubro. Entre as mudanças está a redução de 1,75% no valor da conta de energia.

Segundo Theobald, a nova gestão, agora privada, será muito diferente da antiga. O grupo diz que haverá mais investimentos na modernização da frota, na compra de equipamentos e aquisição de tecnologia. Tudo isso, conforme Theolbald, será para diminuir a falta de energia elétrica, evitando os ‘apagões’.

O Grupo Energisa assumiu o controle da Eletrobras Distribuição Rondônia após vencer um leilão realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) em agosto desse ano.

Tarifas

Conforme o diretor-presidente, um novo reajuste no valor da conta de energia estava previsto para acontecer no dia 30 de novembro, data que foi alterada para 13 de dezembro, conforme as regras do leilão. A redução, firmada até o momento, é de 1,75% para os consumidores.

No entanto, Theobald explica que os reajuste não dependem unilateralmente da empresa responsável pelo fornecimento de energia.

“O valor da tarifa é divido em três partes bem distintas. Uma parte é da geração de energia, praticamente definida pelo Governo. A parte que ficará com a Energisa, que chamamos de parcela B, terá a redução de 1,75, como acordado no leilão. A terceira parte é resultado de impostos”, explica o novo presidente.

Investimentos

Em 2019, a Energisa afirma que fará investimento de aproximadamente R$ 470 milhões para a modernização e expansão da rede de energia elétrica em áreas ainda não assistidas pelo serviço.

Segundo o novo presidente, há um estudo deixado pela Eletrobras, da qual a empresa pretende acelerar até 2020, referente a 17 regiões em Rondônia que hoje são atendidas por termoelétricas, movidas através da queima de combustíveis.

“Vamos tirar locais do isolamento e trazer eles para se conectarem a nossa rede. Com isso, a região não ficará mais reprimida, gerando desenvolvimento e sustentabilidade”, garante presidente.

Relação com o consumidor

Sobre uma das principais queixas dos usuários, a empresa ganhadora do leilão afirma que manterá os mesmos canais de acesso com o cliente, mas acrescentando uma nova forma de relacionamento com o consumidor.

“Vai haver um aplicativo 24 horas para que o cliente não tenha o trabalho de ligar para uma central ou ir até a uma agência. Apostamos no autoatendimento”, garante André Theobald.

A Eletrobras Rondônia foi arrematada pelo Grupo Energisa no dia 26 de agosto de 2018. Com a aquisição, a empresa ficará responsável por atender mais de 633 mil consumidores nos 52 municípios do Estado.

Ao G1, André Theobald lembrou que em junho de 2018, a Eletrobras Rondônia foi citada no ranking da Aneel como uma das cinco piores distribuidoras de energia do Brasil com um prejuízo acumulado nos últimos três anos de R$ 4,1 bilhões.

Postar um comentário

0 Comentários