Elsinho brilha com a estrela de Rondônia na Terra do Sol Nascente; veja vídeo


Pelo segundo ano consecutivo a bandeira de Rondônia é vista em um pódio de uma final do Campenato Japonês, onde Elsinho, cria do campo do Ipanema no Bairro Igarapé, ídolo do futebol das terras de Rondon, fez a torcida do Kawasaki Frontale arregalar os olhos, perante a campanha da equipe.
Em 2017 Elsinho sagrou-se campeão pela primeira vez da Liga Japonesa e virou notícia mundial ao levar a bandeira de Rondônia junto aos seus companheiros de equipe na hora de receber o troféu. Neste ano a saga se repete e mais uma vez o símbolo maior dos destemidos pioneiros foi desfraldada no campo de batalha do "association" na terra do Sol Nascente.

Na segunda-feira, confira o especial da carreira de Elsinho e imagens e vídeos esclusivos da conquista!

O jogo

Um campeonato em pontos corridos é uma maratona, e o Kawasaki Frontale corria sozinho na reta final. Se olhasse para trás, veria seu concorrente mais próximo, o Sanfrecce Hiroshima, sem fôlego e extasiado. O atual campeão da J-League conquistaria o bi com duas rodadas de antecedência se vencesse fora de casa o Cerezo Osaka. Ou até com um empate ou uma derrota, se o Hiroshima também tropeçasse.

Por volta de cinco mil torcedores viajaram de Kanagawa até Osaka na expectativa de ver de perto o que seria apenas o segundo grande título da história do clube fundado em 1997, inspirado no Grêmio e, na época, com emblema e uniforme idênticos ao Tricolor Gaúcho.

Apesar de não ter feito boa partida, o título antecipado do Frontale quase não foi ameaçado. Afinal, o Hiroshima não fez sua parte e sofreu a quinta derrota seguida ao perder em casa para o décimo colocado Vegalta Sendai por 1x0 - gol de Naoki Ishihara, ex-jogador do Sanfrecce. Dá até para dizer que o gol de Ishihara foi o do título do Kawasaki.

Com o Sanfrecce perdendo, o Golfinho seria campeão com qualquer placar. E o Cerezo ia vencendo com um gol de Kenyu Sugimoto, ex-jogador do Frontale. No entanto, aos 90' o substituto Kei Chinen foi derrubado na área pelo goleiro Kim Jin-hyeon. Pênalti que Ienaga, candidato a MVP do campeonato, cobrou bem e marcou o gol que deu a certeza de títulos aos torcedores.

No último minuto, Yamamura surpreendeu e deu a vitória ao Cerezo por 2x1, o que não estragou a festa dos visitantes. Apesar de ter perdido uma invencibilidade de sete jogos, o Kawasaki sagrou-se campeão. Desde a conquista do Sanfrecce Hiroshima em 2012, um título da J1 não era decidido de forma antecipada. Coube ao zagueiro Shogo Taniguchi a honra de levantar o troféu primeiro (foto acima), já que o capitão Yu Kobayashi estava lesionado e só assistiu ao jogo das tribunas.

Elsinho

Momento marcante também para o brasileiro Elsinho, que está no Frontale desde 2015. “Conquistar esse bicampeonato com o Frontale foi uma das maiores emoções da minha carreira. Tivemos um ano muito intenso, com diversas competições e mantivemos um nível alto na J-League, que era uma das nossas prioridades.

A intensidade contou bastante durante todo o campeonato. O grupo fez por merecer essa conquista. O clube merecia muito também. Todos estão de parabéns por toda a luta durante a competição”, declarou o lateral direito, que no Brasil defendeu Figueirense, Vasco e América-MG antes de partir para o Oriente.

“O diferencial do nosso elenco foi a base que ficou do ano passado, que já havia conquistado a J-League. Sem dúvida isso contou bastante. Deu confiança ao grupo, que já se conhecia. A regularidade também foi um fator importante para alcançarmos essa meta. Não diminuímos o ritmo em momento algum. Essa temporada para mim foi uma das melhores da minha carreira. Não só nos números, mas na regularidade também.

Desde a pré-temporada já estava projetando ter uma temporada assim. Estou muito feliz com tudo que aconteceu comigo individualmente. Fico feliz em poder terminar esse bom ano que tive ajudando o clube a conquistar o título da J-League. Não poderia encerrar 2018 de outro jeito”, comemorou Elsinho.

Rondoniaovivo.

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